De acordo com Dias de Sá, a tecnologia assistiva deve ser compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de desejos, habilidades, expectativas positivas e da qualidade de vida, as quais incluem recursos de comunicação alternativa, de
acessibilidade ao computador, de atividades de vida diárias, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação de veículos, órteses e próteses, entre outros.
"...Tecnologia Assistiva na escola é buscar uma alternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa."
Nas salas de recursos o aluno experimentará esses equipamentos até ajustar-se melhor aquele que o auxiliará nas suas dificuldades, sejam elas motoras, físicas, cognitivas... O professor portanto deve conhecer o seu aluno, sua história, suas necessidades e desejos, bem como identificar quais são as necessidades do contexto escolar, os desafios curriculares e as tarefas exigidas no âmbito coletivo da sala de aula e as possíveis barreiras encontradas que lhe impedem o acesso aos espaços da escola ou ao conhecimento.

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Ideias principais sobre as Palestras disponibilizadas no Teleduc
TEMA: Síndrome de Down: aspectos da síndrome, do desenvolvimento e da educação escolar
PALESTRANTE: Hugo Otto Beyer
Procura abordar o conceito de deficiência como sendo diferente do conceito de doença, ou seja, no caso de doença o quadro é reversível, enquanto que na deficiência o quadro permanece inalterado até o fim da vida, o que requer melhoria nas condições funcionais da pessoa com deficiência. Os principais aspectos da deficiência mental são de natureza intelectual, evolutiva e funcional. Aborda aspectos relevantes quanto as pessoas com Síndrome de Down tais como: a importância da estimulação precoce do bebê com síndrome de Down que focaliza a melhoria do desenvolvimento sensório motor e social do bebê e também influencia processos mais complexos de aprendizagem; a pré-escola é o contexto ideal para sua integração na rede comum de ensino, sendo que a maior vantagem está na exposição precoce à linguagem das outras crianças; a importância de que haja interação freqüente entre os educadores e os pais; o programa educacional escolar precisa estar adaptado às habilidades e necessidades especiais destas crianças; é importante que as situações de aprendizagem na escola desenvolvam
nessas crianças uma sensação de identidade pessoal, auto-estima e respeito; um bom programa educacional deve prepará-las para todas as áreas da vida; é muito importante que as crianças com síndrome de Down tenham em seus professores uma parceria positiva que as estimule, fortalecendo sua motivação escolar e interferindo positivamente no seu processo de aprendizagem; os educadores devem conhecer os desafios e problemas que essas crianças enfrentam, e como se responde melhor a tais desafios. É responsabilidade da sociedade como um todo colaborar para que as pessoas com síndrome de Down possam escolarizar-se o mais plenamente possível e caminhar rumo a uma autonomia significativa.
TEMA: A Inclusão de Educandos com Deficiência Visual na Rede Regular de Ensino
PALESTRANTE: Adilso Luis Pimentel Corlassoli
A Inclusão escolar exerce um papel fundamental na busca efetiva da Inclusão Social, fazendo com que a escola seja o elo entre família e sociedade. As pessoas com deficiência visual tem garantidos por lei o acesso e permanência à escola o que lhes permite estar inseridos no ambiente escolar da rede regular de ensino, junto as demais crianças que não possuem deficiência. O papel do professor especializado é preponderante no processo inclusivo, visto que a complementação e suplementação pedagógica serão desenvolvidas com os materiais disponíveis nas salas de recursos ou quaisquer outro serviço de apoio especializado. São muitas as barreiras que impedem que a inclusão seja garantida de forma efetiva , transformando a escola em um estabelecimentos de ensino para todos os alunos, além disso também existem as barreiras atitudinais, ou seja a falta de comprometimento do conjunto da escola para que a inclusão escolar aconteça.
TEMA:Deficiência auditiva ou surdez?
PALESTRANTE: Alvina Themis Silveira Lara
A deficiência auditiva consiste na perda da audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. A surdez engloba uma concepção socioantropológica do ser humano em que o mesmo é visto como participe de uma minoria linguistica e cultural, que utiliza a lingua de sinais para a construção de sua identidade e cidadania. Geralmente, são consideradas surdas as pessoas com deficiência auditiva severa e profunda. O importante é que sejam dadas aos educandos surdos, alternativas para um melhor e mais adequado desenvolvimento do seu processo de ensino e de aprendizagem. As tecnologias assistivas tem por objetivo proporcionar a pessoa com deficiência maior independência , qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente,, habilidades de seu aprendizado, competição, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
TEMA: O espectro do autismo
PALESTRANTE: Cleonice Alves Bosa
A concepção do autismo passa pela própria concepção de cada profissional sobre a relação entre desenvolvimento e psicopatologia, passa pela eterna discussão sobre a relação mente-corpo. Para Kanner através de suas constatações percebeu que crianças autistas apresentam incapacidade de estabelecer relações de maneira normal com as pessoas e situações desde o início de suas vidas, evidenciam dificuldades em adotar atitudes antecipatórias que assinalasse ao adulto a vontade de ser pego no colo como por exemplo estender os braços, inclinar o rosto... além disso outra característica refere-se ao atraso na aquisição da fala e uso não comunicativo da mesma, dificuldades na atividade motora global, contrastando com um surpreendente habilidade na motricidade fina, necessitam de uma rotina. “Os sintomas fundamentais consistem em transtornos da associação e da afetividade, a predileção por fantasias em oposição à realidade e a inclinação para divorciar-se da realidade (autismo)” (Bleuler, 1955, p. 14). A concepção de autismo como psicose ou como transtorno de desenvolvimento depende do sistema de classificação empregado o qual, por sua vez, traz implícito concepções teóricas diferentes sobre desenvolvimento infantil. Os transtornos autísticos são relativamente raros na população geral se comparados a outros transtornos (ex: Síndrome de Down) o que acarreta uma diminuição na oferta de centros de atendimento e, conseqüentemente, longas filas de espera nos poucos espaços especializados disponíveis. Estudos recentes têm comprovado que nem todos os autistas mostram aversão ao toque ou isolamento, alguns, ao contrário, podem buscar o contato físico, inclusive de uma forma intensa, quando não “pegajosa”. Também existem evidências de que crianças com autismo desenvolvem comportamentos de apego em relação aos pais (mostram-se angustiados quando separados deles, buscam sua atenção quando machucados, aproximam-se deles em situações de perigo), de uma forma diferenciada. Compreender o autismo é abrir caminhos para o entendimento do nosso próprio desenvolvimento. Estudar autismo é ter nas mãos um “laboratório natural” de onde se vislumbra o impacto da privação das relações recíprocas desde cedo na vida. Conviver com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o mundo – aquela que nos foi oportunizada desde a infância. É pensar de formas múltiplas e alternativas sem, contudo perder o compromisso com a ciência (e a consciência!) – com a ética.
TEMA: Paralisia Cerebral: possibilidades na aprendizagem escolar
PALESTRANTE: Marilene Cardoso
A paralisia Cerebral, consiste em um distúrbio motor complexo que pode incluir aumento ou diminuição do tônus em determinado grupo musculares alterações do equilíbrio, postura, coordenação e precisão dos movimentos. P.C ( paralisia cerebral) é o termo utilizado para transtornos muitos adversos, uma alteração ou alguma parda no controle motor causada por uma lesão encefálica ocorrida no período pré-natal ou durante a primeira infância, seja qual for o nível mental da criança lesada. A lesão quando existe é irreversível, contudo, se a atenção à reabilitação física e a educação da criança forem corretas é possível obter progressos muito importantes. O desenvolvimento cognitivo da criança com PC é afetado por problemas no desenvolvimento da linguagem, acarretando problemas no desenvolvimento da inteligência, além das dificuldades de atuar no meio físico. O PC inclui quadros muito diversos, por isso, é evidente que tais alunos, além de compartilhar as necessidades educativas de todas as demais crianças, pode apresentar uma infinidade de necessidades educativas especiais. A educação do aluno com PC terá de ser sempre um trabalho de equipe, na qual o professor atue com estreita colaboração com outros profissionais. Para o aluno com PC, será ainda mais necessário que o trabalho psicopedagógico seja realizado em estreita colaboração com os pais e outras crianças chegadas a esta criança. Se a escola regular não pode garantir ao aluno com PC a atenção especializada, sem dúvida, necessitará freqüentar uma boa escola especializada podendo esta ser uma solução aceitável. Sistema de comunicação alternativa é uma área de pesquisa e prática a clínica que objetiva compensar temporária ou permanentemente padrões de déficits e distúrbios de comunicação oral e / ou escrita. Na PC, a comunicação alternativa é usada para substituir a comunicação oral – escrita. O educador do aluno com PC ou outro tipo de deficiência motora deve considerar que possui diante de si, sobre tudo, um aluno a quem deve ajudar, aproveitar o máximo suas potencialidades de desenvolvimento, viver a vida mais independente, rica e feliz. As necessidades especiais desses alunos devem ser vista mais com um desafio do que como um obstáculo. As necessidades de auto-análise das próprias práticas psicopedagógicas que impõem a educação de uma criança com PC, ajudará ao professor a tornar-se um bom professor, não apenas para esse aluno,mas para todos os demais. O fato de dedicar a devida atenção e o devido respeito às minorias,quaisquer que sejam as suas necessidades especiais, redunda na construção de um mundo mais adaptado e benéfico para todas as pessoas que nele vive.
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